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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Mensagem Semanal

Natal! Qual é o presente!
A figura simpática do “bom velhinho”, mais conhecido por Papai Noel, estará novamente diante dos nossos olhos nos dias de dezembro. Promovida por um marketing poderosíssimo, continua sendo um artifício de peso nas mãos do comércio ávido por grandes lucros nas suas vendas.
Dezembro, todavia, também oferece oportunidade para a igreja cristã colocar diante dos olhos das pessoas uma outra figura. Ao contrário do Papai Noel, não existe só no imaginário das crianças. Mas a igreja cristã parece se acomodar timidamente na sua incapacidade de competir com o marketing do Noel. Por isso, ela geralmente se recolhe e, quando muito, promove a outra figura apenas dentro de suas paredes, numa espécie de comemoração do verdadeiro Natal só para consumo interno.
E então... Jesus perde para o Papai Noel? Qual os benefícios trazidos por Jesus? São inferiores aos presentes ditos vir por meio do “bom velhinho”? A igreja cristã começa a sair de sua tímida acomodação quando ela de novo presta atenção às palavras do anjo a José, tranqüilizando aquele homem piedoso a respeito da inesperada gravidez de Maria. Ao filho gerado pelo Espírito Santo, José deveria pôr o nome de Jesus, “porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mt 1.21).
O presente trazido por Jesus e o presente, quando vem, trazido pelo Papai Noel... Qual deles vale mais para nós, para nossos filhos e nossos amigos? Jesus salvará o seu povo dos pecados deles; é pouca coisa? Sim, qual o valor desse presente para você? Veja bem o seguinte: ele chega a você para salvar você dos seus pecados! Não, amigo, não é pouca coisa, pois o pecado também não é pouca coisa. Se você teme sofrer por causa de uma doença terrível, tipo câncer, tema muito mais sofrer por causa do pecado. Por causa dele, você está condenado a viver e morrer debaixo da ira de Deus. Sua vida acabará no inferno, num sofrimento eterno indescritível e inimaginável.
A chegada do Natal coloca diante dos seus olhos a pessoa de Jesus. Isso acontece para que o coração acolha com fé aquele que está diante dos olhos. É presente de Deus para você. Deus quer vê-lo debaixo do seu amor, do seu perdão, da sua misericórdia, para que sua vida acabe no céu, numa felicidade eterna indescritível e inimaginável.
Jesus ganha de goleada do Papai Noel. É vitória para se comemorar com muito barulho. A igreja cristã precisa fazer barulho por causa do presente de Natal que Deus dá para a humanidade na pessoa de Jesus Cristo. Comece fazendo barulho dentro de sua família para que seus filhos cresçam sabendo que há um presente de Natal muito mais valioso do que qualquer outro. O encanto dos presentes de Natal acaba em pouco tempo; o encanto do PRESENTE de Natal permanece para sempre, pois Jesus, por causa da misericórdia de Deus por nós, nos salvará dos nossos pecados. Não compreendo a razão de tanto amor por mim, contudo estou encantado diante do presente que recebo do meu Senhor. Obrigado, Senhor!
Alegre-se com o presente de Deus no próximo Natal e agradeça por ele ao Senhor. Não pare por aí, todavia. Alegre também outros corações por meio do seu testemunho. Não é tão difícil fazer isso, basta perguntar para alguém: você sabe o que significa o nome Jesus? Pois quer dizer “ele salvará o seu povo dos pecados deles”. Pronto... Está aberta a porta para você colocar o presente de Deus diante de uma pessoa.
Paulo Moisés Nerbas, Pastor, presidente da IELB
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mensagem Semanal

A VAQUINHA E A FAMÍLHA
Em uma viagem de férias para a casa de seus parentes, um homem teve a infelicidade de quebrar seu carro em um lugar quase deserto, saiu então a procura de ajuda levado consigo seu filho mais velho, o único da sua família que topara fazer aquela aventura.
Já estava anoitecendo, quando encontraram na beira da estrada numa casinha pobre, caindo aos pedaços. Nela moravam um casal e seus três filhos, malvestidos, sujos e magrinhos. Eles sobreviviam à custa de uma vaquinha que produzia alguns litros de leite por dia. Uma parte do leite era aproveitada pela família e a outra era vendida e o dinheiro servia para comprar uma pequena quantidade de alimentos e roupas.
Não tendo outra saída acabou pousando naquela casa. Pela manhã, o homem agradeceu a acolhida e retomou até o seu carro levando emprestadas algumas ferramentas para o concerto do carro. Logo adiante avistou a vaquinha e pediu que seu Filho que a empurrasse no precipício a fim de matá-la.
O filho não era de questionar ordens, mas a cena o perturbou. Sem a vaca havia terminado as possibilidades de subsistência daquela família. Mas o pai mandou e ele o fez...
Transcorreram-se três anos e o pai e filho passaram pela mesma região. Resolveu visitar a casinha e... Que surpresa. Em lugar da cabana existia uma bela residência. Ao redor dela pastavam animais, trigais ondulavam ao vento e árvores exibiam frutas maduras. Logo apareceram o pai, a mãe e os três filhos, saudáveis e bem vestidos.
O homem então perguntou a razão da mudança de vida. O pai explicou: "Nós tínhamos uma vaquinha, mas ela caiu no abismo e morreu. Não tínhamos alternativas. Sem a vaquinha nos obrigamos a fazer outras coisas: plantar árvores, criar animais, fazer coisas que nunca tínhamos feito antes... E assim progredimos".
Na nossa vida muitas vezes nós também nos acomodamos. Temos uma vaquinha que nos sustenta e isto basta. Mas Deus quer mais para cada um de nós. Quer coragem, entusiasmo, dedicação, desafio próprio, e principalmente fé, confiança em nosso Deus. Uma vez desafiados, criamos coisas surpreendentes. Lemos em Isaías 41.10 “Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei, não temas, porque Eu sou contigo, não te assombres, porque Eu sou o teu Deus, Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel”. E Jesus ensinava seus discípulos, dizendo: "Não tenham medo! Coragem! Eu venci o mundo".
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Mensagem Semanal

O Convite para o Reino dos Céus
A gente precisa de igreja para batizar, confirmar, casar e sepultar. Só para isso. Depois a Igreja pode ser esquecida sem nenhum problema. Sim, há quem pense assim. Mas que terrível engano! As conseqüências são e serão trágicas.
Diz um ditado gauchesco: “O cavalo passou encilhado e ele não montou”. Aplica se o ditado para quem não aproveita uma oportunidade para ganhar algo de bastante valor. O que Deus oferece pode passar diante das pessoas varias vezes, pois Ele, por causa do seu amor, tem muita paciência com os seres humanos.
Entre outras coisas, o Senhor nos oferece aquilo que de mais precioso existe: O Reino dos Céus, a Salvação eterna. Jesus trouxe o convite para o Reino dos Céus. Certas parábolas contadas por Jesus iniciam com as palavras: “O Reino dos Céus é semelhante a...”. Naquele tempo, e hoje também, muitos eram aqueles que estavam só preocupados com as coisas do “Reino do Mundo”, como ganhar dinheiro, comprar, vender, comer, beber, divertir-se. Em si, nada disso é pecado. Porem, não é só isso que existe: Há também o Reino dos Céus.
O que nos espera após a morte? Caixão, cemitério, sepultura ou cremação. Isso apenas? Deus revela-nos que não é só isso. Em Hebreus 9.27 lemos: “Cada pessoa tem que morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus”. Por essa razão, o Senhor diz em Amós 4.12: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus.” A um homem que não se preparou, Jesus disse: “Louco, esta noite te pedirão a alma; e o que tens preparado? (Lucas 12.20).
O que temos preparado para o nosso futuro eterno? Quem está preparado? Somente a pessoa que Deus deixa preparada, isto é, aquela que crê no Reino dos Céus trazido por Jesus Cristo. Jesus ensinou muitas vezes sobre o Reino dos Céus a fim de oferecê-lo as pessoas, para que elas dissessem: “Eu também quero o Reino dos Céus”. E Ele continua a oferecê-lo repetidamente. Em verdade, “o cavalo está passando encilhado” diante de nós.
E o que a igreja tem a ver com isso? Ora, é por meio da Igreja que Deus convida para o Reino dos Céus, porque a igreja anuncia a Jesus e sem ele ninguém entrará no Céu. O próprio Senhor Jesus declara esta verdade em João 14.6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida ; ninguém pode chegar até o Pai a não ser por mim”. Onde a palavra de Deus é anunciada e ensinada o convite é feito sempre de novo. Por isso, a Igreja não é apenas uma agência prestadora de serviços. Pelo contrário, ela esta no mundo para que pessoas de todas as idades conheçam aquilo que Deus lhes quer dar, creiam no que ouvem e se tornem filhos e filhas de Deus por meio da fé em Jesus. Olhar para a igreja como necessária somente para batizar, confirmar, casar e sepultar, sendo dispensável nos demais momentos da vida, significa “não montar no cavalo que passa encilhado”. Como “ele” foi preparado por Deus para nos conduzir à salvação, desprezá-lo aqui e agora significa assinar a própria sentença de condenação eterna.
Nosso Deus nos convida para o Reino dos Céus. Ele nos ama, por isso o faz. O Espírito Santo leva-nos à Igreja para recebermos de Jesus, na sua palavra, aquilo que nos deixa preparados para participarmos da maior e mais emocionante de todas as festas: a festa no céu, a vida eterna, porque o Reino dos Céus é para cada um de nós.
Obrigado, Senhor, porque trouxeste o convite para mim e também para os leitores desta mensagem.
Autor: Paulo Moisés Nerbas, pastor presidente de IELB.
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mensagem Semanal

A Importância do Perdão
O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa. Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta, calmamente, o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente, sem poder ir para a escola.
O pai escuta tudo, calado, enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Leva o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanha, calado. Zeca vê o saco ser aberto e, antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino, e poucos pedaços atingiam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e pergunta:
- Filho, como está se sentindo agora?
- Estou cansado, mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino que fica sem entender a razão daquela brincadeira e, carinhoso, lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.
O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não sujou; mas olhe só para você. O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem, ficam sempre em nós mesmos.
“O ódio provoca brigas, mas o amor perdoa todas as ofensas” (Pv 10.12)
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mensagem Semanal

A Reforma Luterana.
No dia 31 de outubro comemora-se a Reforma Luterana. Nesta mesma data em 1517, o Dr. Martinho Lutero pregou às portas da Catedral da cidade de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses que marcam o início do movimento do qual nasceu a Igreja Luterana.
Mas não são as teses de Lutero o motivo pelo qual a Reforma é lembrada. Isto se deve porque o movimento da Reforma restabeleceu o conceito bíblico sobre as três colunas básicas do cristianismo, que são: As escrituras, a graça e a fé.
A respeito das escrituras – a Bíblia Sagrada – cremos ser ela a Palavra de Deus em que o próprio Deus nos diz quem ele é, quem somos nós, e tudo quanto ele nos oferece. Por isso reconhecemos a Bíblia como única e suficiente norma de fé e conduta cristã. O apóstolo Paulo fala da Bíblia como sendo “as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. (2 Tm 3.15)
A respeito da graça de Deus, conforme o claro testemunho da Bíblia, cremos que Deus oferece, através de Cristo, o perdão dos pecados e a salvação eterna, sem exigir de nós qualquer pagamento, porquanto Cristo, mediante a sua vida santa e o seu sacrifício expiatório, pagou total e integralmente o preço da redenção de nossas almas. E tendo sido desta forma satisfeita a justiça de Deus. Deus oferece de graça, tanto o perdão total dos nossos pecados, como a salvação eterna a todos os que crêem. O apóstolo Paulo diz: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.”(Rm 3.23-24)
A respeito da fé, cremos ser ela a certeza de que tudo quanto a Bíblia diz sobre nós e sobre Deus é verdade. A fé, pois, aceita a graça de Deus, confia no perdão e espera a salvação. A fé é um dom de Deus. O apóstolo Paulo diz: “Justificados mediante a fé, tenhamos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus cristo. E gloriemo-nos na esperança da glória de Deus.” (Rm 5.1-2)
A compreensão bíblica dessas três colunas do cristianismo é um dos grandes motivos porque os luteranos comemoram a Reforma. Escrituras, graça e fé são também o fundamento sobre o qual os filhos de Deus edificam suas vidas; são os parâmetros que nos orientam em meio a tantos desvios de conduta que presenciamos diariamente em nossa sociedade. Escrituras, graça de Deus e fé em Deus, são fontes da “esperança da glória de Deus”. Amém.
Autor: Pastor Paulo Kerte Jung
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Mensagem Semanal

Somente a Escritura.
Outubro é o mês da Reforma Luterana. O ensinamento básico que a Reforma nos deixou esta na seguinte frase: Somente pela graça, somente pela fé, somente a escritura. Por isso nestas três semanas que antecedem a Reforma estamos meditando sobre estes três assuntos.
Somente a Escritura!!! Em dias atuais, quando pronunciamos a palavra Escritura, lembramos da escritura de um terreno ou de um contrato. Estes documentos têm como finalidade firmar um compromisso através da palavra escrita, que não pode mudar ou voltar atrás.
Através da Sagrada Escritura, Deus também firma “uma espécie de contrato” com toda a humanidade. Ela é a palavra do próprio Deus em que o próprio Deus nos diz quem Ele é e quem somos nós. Nela ainda nos diz tudo quanto Ele fez, faz e oferece a nós, e tudo quanto deseja que nós façamos aqui neste mundo.
Esta palavra nos foi revelada por Deus desde os primórdios da humanidade, e registrada através de homens escolhidos pelo próprio Deus. Por isso reconhecemos a Bíblia Sagrada como única e suficiente norma de fé e de conduta cristã. O Apostolo Paulo fala da Bíblia Sagrada como sendo “as Sagradas letras, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Jesus Cristo” (2Tm3.15).
Na época de Lutero se ensinava que a tradição da igreja e a autoridade do Papa era tão ou mais importante que a Bíblia. Por isso Lutero dá ênfase a Sagrada Escritura, ensinando que somente Ela pode levar ao caminho da salvação, por meio de Jesus Cristo. Coerente com o seu ensino Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, a fim de que todo o povo pudesse ter acesso e ler a Sagrada Escritura. (As Bíblias em Latim custavam 360 florins, a moeda da época, e o Novo Testamento que Lutero traduziu, era vendido a 1 florim e meio.) Lutero enfatizou a verdade da Igreja Cristã de que a “palavra de Deus é viva e eficaz” (Hb 4:12), e que ela “não foi dada por vontade humana, mas que homens falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1:21).
Ainda hoje Deus quer falar com todos os homens e lhes dar a “sabedoria que leva a salvação”, ou seja, que os leva a fé em Cristo Jesus. Por isso ainda hoje a Bíblia Sagrada é o livro mais vendido e mais lido de todo o mundo. O próprio Jesus Cristo enfatiza na leitura da Sagrada Escritura: “Se vós permanecerdes na minha palavra sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:31).
Leia a Bíblia Sagrada e descubra as maravilhas que Deus preparou para você.
Um abraço, pastor André Klein.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mensagem Semanal

Somente Pela Fé.
Outubro é o mês da Reforma Luterana. O ensinamento básico que a Reforma nos deixou esta na seguinte frase: Somente pela graça, somente pela fé, somente a escritura. Por isso nestas três semanas que antecedem a Reforma estamos meditando sobre estes três assuntos.
Somente Pela Fé!!! Seguidamente encontramos pessoas fazendo alguma boa ação e dizendo que estão “guardando o seu lugar no céu”, como se Deus estabelecesse regras de um jogo em que quanto mais ações a pessoa fizer, maiores as chances de se conseguir um lugar melhor junto a Deus.
Nossa vida não é um jogo e nem somos peças de um tabuleiro, mas Deus nos deu a vida para usufruirmos tudo o que ele nos dá, em plena liberdade. Isto naturalmente nos leva a viver com mais tranqüilidade, com um coração bondoso, sendo solidários com os outros, fazendo o bem mesmo sem nos darmos conta disso.
Para agirmos assim, Deus nos dá a fé. Uma palavra tão pequena, mas com um significado enorme porque, além de nos dar tranqüilidade aqui, nos aponta para a outra vida que começa quando morrermos. E é exatamente porque temos fé em Deus que podemos sonhar com a eternidade.
Esta fé o Deus Espírito Santo nos concede por sua bondade e misericórdia. Nós não merecemos. Diz o texto bíblico de Gálatas 2. 16 “Mas sabemos que todos são aceitos por Deus somente pela fé em Jesus Cristo e não por fazerem o que a lei manda”.
Se observarmos dentro de nós, vamos encontrar muitas coisas erradas e, mesmo que queiramos nos esconder, a nossa consciência nos mostra o erro e a necessidade de buscarmos o perdão de Deus.
Sim, somente Deus pode nos perdoar e purificar de todos os pecados. E para receber este perdão não precisamos fazer nada além de nos arrepender sinceramente, porque Jesus já fez tudo por nós na cruz, e ao terminar sua obra pela humanidade Ele disse: “Está consumado” (Jo 19.30). Esta obra de Deus em nós nos dá a oportunidade para vivermos na expectativa da vida eterna.
“O amanhã pertence a Deus.” Mas se há fé e perdão hoje, então sem dúvida alguma podemos viver uma vida com Deus, alegres, agradecidos por tudo o que ele tem feito por nós. Com o perdão de Cristo, Deus nos declara inocentes. Isto é uma grande bênção. Que ele nos conserve assim até o fim.
“Pois o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim, Como dizem as Escrituras Sagradas: O justo viverá pela fé” (Rm 1.17)
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mensagem Semanal

Somente Pela Graça.
Outubro é o mês da Reforma Luterana. O ensinamento básico que a Reforma nos deixou esta na seguinte frase: Somente pela graça, somente pela fé, somente a escritura. Por isso nestas próximas três semanas meditaremos sobre estes três assuntos.
Somente Pela Graça!!! Um assunto bastante discutido entre as pessoas, diz respeito à salvação eterna ou se há ou não vida após a morte. Alguns acham que precisam fazer alguma coisa para acumular pontos no céu; outros afirmam que ninguém se perderá eternamente porque Deus é amor. Os cristãos têm a certeza de que há um só caminho para a salvação, ou seja, a fé em Cristo Jesus, o que os torna capazes de visualizar o Reino de Deus já aqui, com vistas à eternidade.
As Escrituras Sagradas registram algo sobre isso no texto de Efésios, 2. 8-9 (NTLH): “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la”. Por isso, se você confia em Jesus de todo o seu coração, não tenha dúvidas de que Deus tem um lugar preparado para você quando você partir deste mundo.
Mas isso não vem de forma aleatória, como o vento que sopra onde quer. Deus, na sua imensa misericórdia, vem ao nosso encontro, perdoa as nossas falhas através de Jesus Cristo, que deu a sua vida por nós, e nos dá a grande oportunidade de vivermos uma vida com ele já neste mundo com a expectativa da eternidade.
O interessante é que esta vida não depende de nós. Por conta própria não temos como chegar a Deus. Não depende de nossa capacidade intelectual ou do que fazemos, mas unicamente de Deus que nos dá a salvação gratuitamente. A única coisa que podemos fazer é confiar nas suas promessas.
Você já sente esta presença de Deus na sua vida? O que lhe falta? Deus quer e está falando ao seu coração. Reflita um pouco sobre o grande amor de Deus por você. Não deixe que nada tire o seu sossego, a sua paz. Que o Deus da graça esteja com você em todo o seu caminhar, até o fim.
“Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva.” Rm 3.23-24.
Um abraço, Pastor André Klein

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Mensagem Semanal

OUTUBRO, MÊS DA REFORMA LUTERANA.
No mês de outubro temos muitas datas a comemorar: Dia das Crianças, do Professor, do Livro, do Médico, e muitas outras. Para os luteranos, porém, o mês de outubro tem mais uma comemoração. É o mês da Reforma da Igreja Cristã.
No dia 31 de outubro de 1517, o reformador Martinho Lutero colocou na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, as 95 teses, com as quais desencadeou o movimento da reforma da Igreja. Este ato de Lutero trouxe uma nova perspectiva para a fé cristã, pois colocou o Evangelho de Jesus Cristo novamente no centro da vida da Igreja.
Tendo como base os textos, de Romanos 1.17 "O justo viverá por fé", e de Efésios 2. 8-9 “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de te-la”, Lutero compreendeu que Cristo morreu na cruz para perdoar os nossos pecados, e isto só pode ser compreendido e conseguido através da fé.
A justificação pela fé tornou-se o fundamento da Igreja Luterana. Com ela compreendemos que a nossa salvação se dá unicamente por "graça e fé". Ela não depende de obras ou méritos nossos, mas do amor de Deus por nós. Um amor que foi às últimas conseqüências ao entregar Jesus à morte na cruz para nos salvar, e que se consolida na vitória conquistada através da sua ressurreição.
A justificação pela fé não nos isenta, no entanto, de amar ao nosso próximo. Muito pelo contrário, nos compromete ainda mais. O amor ao próximo é fortalecido no amor de Deus por nós. Foi justamente isto o que Jesus demonstrou quando foi ao encontro dos pecadores, doentes, marginalizados pela sociedade. É amando a Deus que conseguimos superar barreiras que nos separam. Barreiras da intolerância, da incompreensão, da falta de amor e de perdão.
É amando a Deus que conseguimos levar ao nosso próximo à mensagem do Evangelho, a nova vida que Jesus nos oferece, sendo assim "embaixadores de Cristo", conforme Efésios 6.20.
Você quer ser um cristão de verdade? Então creia que a fé em Jesus Cristo basta e é a certeza da sua salvação, e busque nessa fé a motivação para ajudar aos outros, em amor.
Um abraço, Pastor André Klein.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Mensagem Semanal


BURACO NEGRO NOS MIOLOS

O gigantesco acelerador de partículas quer desembrulhar o segredo “número um” do Universo e transformar uma especulação num fato científico. Conforme teoria da evolução, tudo o que existe é resultado da combinação de 12 partículas fundamentais e que não podem ser divididas. Mas os físicos ainda não têm a resposta para uma questão primordial: porque a matéria tem massa? Ou seja, porque uma árvore tem madeira maciça, que dá para ver, cheirar e pegar? A resposta estaria na 13ª partícula, apelidada de “partícula de Deus”. Ela finalmente comprovaria o Big Bang e o surgimento do Universo. Tudo depende agora dos resultados desta parafernália de oito bilhões de dólares acionada a algumas semanas na Europa.
Luis Fernando Verissimo, no artigo “A doença da curiosidade”, diz que esta máquina é “espiar por baixo do camisolão de Deus”. E questiona: “Quanto mais se sabe sobre o funcionamento do Universo mais aumentam a perplexidade e a angústia por não se saber mais, por jamais se poder compreender tudo – pelo menos não com este cérebro que mal compreende a si mesmo”. Interessante as palavras deste homem que confessa ter deixado a fé no bolso da fatiota na Primeira Comunhão. Ele reafirma uma promessa bíblica: “Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles” (1 Coríntios 1.21). Por isto, acredito que o resultado das experiências deste acelerador de partículas vai mesmo acelerar o crescimento deste imenso ponto de interrogação.
“No começo Deus criou os céus e a terra”. Estas palavras iniciais da Bíblia remetem para aquilo que está no restante das Escrituras: “É pela fé que entendemos que o Universo foi criado pela palavra de Deus e que aquilo que pode ser visto foi feito daquilo que não se vê” (Hebreus 11.3); “Por meio da sua palavra, o Senhor fez os céus; pela sua ordem, ele criou o sol, a lua e as estrelas... Pois ele falou, e o mundo foi criado; ele deu ordem, e tudo apareceu” (Salmo 33.6,9); “Senhor nosso e nosso Deus! Tu és digno de receber glória, honra e poder, pois criaste todas as coisas; por tua vontade elas foram criadas e existem” (Apocalipse 4.11). O próprio Senhor Jesus confirma: Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: Deus os fez homem e mulher (Marcos 9.6). Portanto, os textos sagrados não permitem dúvidas: Deus criou o Universo já adulto, assim como fez o ser humano inteiramente crescido no sexto dia. Adão e Eva não vieram ao mundo da barriga da mãe ou do macaco, nem as primeiras árvores da semente. Logicamente tudo isso é uma questão de fé.
A Ciência aposta no evolucionismo – tudo surgiu a partir de uma grande explosão há 13 bilhões de anos – o Big Bang – provocando a biodiversidade da vida no imensurável Universo e no planeta Terra. No entanto, se criacionismo e evolucionismo se chocam frontalmente entre fé e razão, os dois caminham lado a lado no terreno da esperança. Na verdade, quanto mais desvenda a complexidade da vida, a Ciência Humana mais se enreda em perguntas sem respostas. Acredito que no lugar desta máquina produzir buracos negros e engolir a Terra inteira, produze outros questionamentos que irão engolfar os neurônios e o sono dos cientistas.
(Marcos Schmidt
Pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Mensagem Semanal

Sou eu, o Senhor, quem está falando!

Um pequeno menino, aparentemente furioso, estava rodeando com seu triciclo várias vezes o quarteirão onde morava. Estranhando a atitude do garoto, um vizinho o parou e perguntou por que dava voltas e voltas sem parar. O menino respondeu que estava fugindo de casa. O vizinho, então, perguntou por que ele só dava voltas em torno do quarteirão onde morava. A resposta dele foi: "Porque o meu pai me disse que não tenho permissão para atravessar a rua".
A palavra de Deus anunciada pelo profeta Jeremias e que é a base para nossa devoção de hoje, nos remete à realidade do ser humano: mostra-nos quem somos e do que somos capazes. O texto relata a realidade de um povo que se afastou do verdadeiro Deus. Um povo indiferente aos seus conselhos, fugindo da sua presença, submetendo-se e oferecendo o seu amor a outros deuses. Mas da mesma forma, o texto nos mostra que o próprio Deus convida, chama todo o povo ao arrependimento. Em Jeremias, capítulo 3, versículo 12 Deus diz: “Ó Israel infiel, volte para mim. Sou eu, o Senhor, quem está falando. Sou bondoso e por isso não ficarei com raiva de você, não ficarei irado para sempre. Sou eu, o Senhor, quem está falando”. Além de chamar o povo, Deus ainda mostra ao seu povo que ele é bondoso e não vai ficar irado para sempre com eles. Ele é o verdadeiro Deus.
Nós muitas vezes também pensamos e fazemos como o povo de Israel. Queixamo-nos diante de Deus por ele não ligar para a situação difícil e até desesperadora em que vivemos. Quando, indiferentes aos conselhos de nosso Pai, "atravessamos a rua", fugindo de sua presença, submetemo-nos a tudo que o mundo oferece de mal sem contar com a proteção e as bênçãos que Deus tem preparado para os seus filhos. Esquecemos que o Senhor agiu na vida humana, fazendo com que seu único Filho Jesus Cristo, não tenha vindo como rei para ser servido, “mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente” (Mt 20.28).
Se você já atravessou a rua e se sente sem forças, atravesse de volta para abrigar-se em Deus. Ouça o chamado de Deus. Só assim você verá novamente a paz reinar e a alegria voltar ao seu coração.
“Procurem a ajuda de Deus enquanto podem achá-lo; orem ao SENHOR enquanto ele está perto” (Is 55.6)
“Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos” (Rm10.13)
Pastor: André Klein

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mensagem Semanal

Pai, eu pequei!
O evangelho de Lucas, no capítulo 15, nos relata uma das mais belas e emocionantes histórias da Bíblia: a do filho perdido! Fala de um pai que tinha dois filhos. O mais jovem, não satisfeito com a vida que levava, pediu a sua parte na herança e saiu pelo mundo para aproveitar a vida. “Pintou e bordou” até gastar toda a herança.
Quando caiu em si não tinha mais nada. Não tinha dinheiro. Os amigos dos bons tempos o abandonaram. Não tinha nem comida. Teve que procurar trabalho. A única coisa que achou para fazer foi cuidar de porcos numa fazenda. Isso era um serviço simples. Mas ele teve que se sujeitar para não passar fome. Aliás a comida que recebia era a mesma comida dada aos porcos. A que situação ele havia chegado! Quanta desgraça!
É nesse instante que ele lembra do seu pai, da fazenda, da boa vida que levava. Mas o que fazer? Voltar, agora, não seria a melhor solução. Será que o pai o receberia de volta apesar de tudo o que havia feito? Conforme o Evangelho de Lucas, capítulo 15, versículos 18 e 19 (NTLH), com profundo arrependimento ele resolveu voltar e dizer: “Pai, pequei contra Deus e contra o senhor e não mereço mais ser chamado de seu filho. Me aceite como um dos seus trabalhadores.” Ele queria apenas ser tratado como empregado. Não mais como filho. Afinal de contas, não merecia mais essa honra depois de tudo que havia feito.
Mas qual não é a sua surpresa quando ele volta e já de longe o pai o recebe de braços abertos, feliz da vida. Manda preparar uma grande festa porque o filho, que para ele já estava morto, agora estava de volta.
Essa história continua se repetindo. Existem muitas pessoas que vivem a sua vida como bem entendem. Fazem o que bem entendem. Não levam em conta a santa vontade de Deus. Acham que servir a Deus e viver de forma cristã é algo ultrapassado ou coisa para a terceira idade. Mas, de certa forma, todos se preocupam com o acerto de contas que deveremos fazer com Deus ao final da vida. Nessas horas o medo bate. O que fazer? Como resolver a situação?
Foi essa a sensação do filho perdido. No momento de desespero ele perguntou: “e agora! O que fazer?” Com humildade ele reconheceu os seus erros, voltou para a casa do pai e disse: “Pai, eu pequei!” E o Pai o perdoou!
Se a nossa consciência nos acusa diante de Deus e se ficamos com medo dele, não adianta fugir, não adianta pensar que não pecamos, não adianta apontar para as nossas boas obras. Devemos ser humildes e dizer: “Pai, eu pequei!” Deus estará pronto para nos receber de braços abertos e nos perdoar. Isso ele faz porque Jesus sofreu e morreu em nosso lugar.
Creia nisto, busque a Deus, pois o próprio Deus nos diz:
“Se você disser com a sua boca: ‘Jesus é meu Senhor’ e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo” (Rm 10.9)
Pastor: André Klein

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

Cercas ou pontes
Eram dois irmãos; irmãos para os bons e os maus momentos. Brincaram juntos na infância, freqüentaram a mesma escola, a mesma igreja e as mesmas festas. Namoraram e casaram com duas irmãs e se instalaram em fazendas vizinhas. Vieram os filhos e as duas famílias eram uma só família, as duas fazendas uma só fazenda. A harmonia era perfeita e as duas fazendas prosperaram. Símbolo da fartura e da bênção de Deus, um riacho unia as duas propriedades.
Um dia ocorreu uma desavença entre eles. Coisa insignificante. Mas não houve conserto e a amizade de tantos anos desapareceu, e com ela perdeu-se a alegria. Nada mais fazia sentido, senão o ódio recíproco entre os irmãos.
Passaram-se alguns anos e numa manhã, um carpinteiro bateu à porta do irmão mais velho com uma caixa de ferramentas na mão. Estava à procura de trabalho. O fazendeiro disse que tinha trabalho para muitos dias: “-Vê aquela fazenda além do riacho? É do meu vizinho. Ou melhor dizendo, do meu irmão mais novo. Brigamos e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de lenha e rolos de arame no celeiro? Quero que construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que não mais precise vê-lo”.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho deu instruções precisas ao carpinteiro sobre a direção e altura da cerca e partiu. Regressando à noitinha, lá estava o carpinteiro, em frente da casa. Havia terminado o trabalho. Vendo a obra do carpinteiro o fazendeiro encheu-se de raiva: “- Você é muito insolente! Mandei construir uma cerca e você edificou uma ponte...”
Estava ainda esbravejando contra o carpinteiro quando viu o irmão mais novo, sorridente, com os braços abertos atravessando a ponte e clamando: “-Mano, esperei tanto tempo por este dia…” E após um instante de constrangimento, os irmãos se abraçaram e as lágrimas que correram de seus olhos reduziram a pó o ressentimento de tantos anos. Depois vieram as esposas e os filhos. Emocionado, o irmão mais velho pediu ao carpinteiro, que estava partindo: “- Espere, fique conosco, fique para a festa da reconciliação”. Mas o carpinteiro esclareceu: “- Adoraria ficar, mas tenho muitas outras pontes para construir…”
Nosso mundo tem cercas demais e pontes de menos. Rupturas, desentendimentos, incompreensões… Ofensas tendem a se perpetuar entre irmãos, casais, amigos, comunidades, nações… E com o passar dos anos, a separação aumenta e novas cercas são construídas. E muitas vezes essas rupturas se tornam definitivas.
Não importa quem é o culpado, quem começou a desavença. É preciso que alguém tome a iniciativa de construir uma ponte. Quem? Seja você esta pessoa...
Oração: “Pai, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6.12)
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22.39)
(Mensagem extraída do livro “Abrindo Caminhos” e adaptada pelo Pastor André Klein)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

A coragem vem de Deus

“Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”. Assim Jesus nos ensinou a orar na oração do Pai-Nosso. Esse modelo de oração também serve para nós, especialmente naqueles momentos em que queremos que a vontade de Deus seja igual à nossa vontade de ter “isso ou aquilo”.
O apóstolo João, acostumado a sofrimentos e perseguições, teve que mostrar sua coragem em muitos momentos, especialmente ao dar testemunho do seu Salvador. De onde ele tirava forças para enfrentar momentos difíceis? Qual era a origem da sua coragem? Ele responde isso na sua Primeira Carta, no capítulo 5, versículo 14: “Quando estamos na presença de Deus, temos coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, temos a certeza de que ele nos ouve”.
Ser ouvido é uma grande necessidade do ser humano e isso é muito mais que ter alguém disponível para ouvir nossos discursos. Ouvir verdadeiramente é prestar atenção naquilo que está sendo dito, concordando ou não. Com Deus nós podemos ter a certeza de que somos ouvidos. O Criador está sempre à nossa disposição para nos ouvir.
Isso não quer dizer que Deus concorda com tudo o que pedimos. Jesus, quando nos ensinou a orar, enfatizou: “seja feita a tua vontade”. Ele mesmo, ao orar no jardim do Getsêmani, horas antes de sua morte em meio a uma profunda angústia, se colocou debaixo da vontade de Deus.
Às vezes, a nossa vontade pode nos prejudicar. Uma criança quer brincar com uma tomada, com uma faca afiada, com uma tesoura pontuda. Essa é a sua vontade. Nós, como adultos, sabemos o que é mais seguro e adequado. Essa sabedoria é o que dá a coragem que descreve João de pedirmos a Deus o que realmente necessitamos. Ele, Deus, sabe o que faz.
Ele, que mandou seu próprio Filho para morrer por nós e nos salvar, jamais nos abandona. Com fé em Jesus podemos ter a certeza da nossa vida eterna e a coragem para enfrentar todos os problemas deste mundo. Sempre com a convicção de que nós somos “abençoados com a presença de Deus”.
“Mas você, quando orar, vá ateu quarto, feche a porta e ore a teu Pai, que não pode ser visto. E o teu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.” (Mt 6.6)

Pastor: André Klein

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

O que é que Jesus precisa fazer para você crer nele?

O que é que Jesus precisa fazer para você crer nele? Se Jesus curasse você do câncer, você creria? E se Jesus lhe desse um emprego? E se você ganhasse na loteria? O que será que Deus quer que você faça para que você consiga o que deseja?
Muitas perguntas, não é? Muitas vezes somos tentados a exigir de Jesus muitas provas para que possamos confiar nele. Nada mais natural num mundo que cada vez mais procura “provas” para acreditar em algo.
No Evangelho de João, capítulo 6, uma multidão, que pouco tempo antes havia sido alimentada milagrosamente por Jesus, faz perguntas e quer provas. Jesus responde, no versículo 29: “Ele, Deus, quer que vocês creiam naquele que ele enviou.”
Mas esta resposta não parecia suficiente. O povo queria mais provas de que Jesus era o Filho de Deus, de que poderiam confiar nele.
De quantas provas você precisa? Quantas perguntas você tem a fazer? Será que elas não são uma simples fuga de Jesus? Será que não é porque é difícil aceitar que Deus oferece perdão e vida de graça? Será que o nosso orgulho, nossa vontade de fazer algo, nosso desejo de sermos merecedores da salvação, não nos impede de simplesmente crer?
Jesus põe um fim em nossas fugas. Ele simplesmente diz: Confiem em mim e vocês vão ter o pão da vida (Jo 6.35). Creiam em mim e vocês terão a vida eterna (Jo 11.26). E para isso Jesus fez o maior milagre: Ele deu sua vida para que nós tenhamos o perdão e a paz com Deus e ressuscitou para que nós tenhamos a certeza da nossa ressurreição. Sem trocas e sem méritos nossos. A morte e ressurreição de Jesus são a maior prova de que Deus nos ama.
Não precisamos nos esconder. Podemos parar de lutar com nosso orgulho e com nossas desconfianças. Deus quer que creiamos naquele que ele enviou para nos salvar.
O que é que Jesus precisa fazer para você crer nele?
“Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos” (Rm10.13)
Pastor: André Klein

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

O BEIJO DO PAI

Era a primeira vez que o pedreiro Romualdo comparecia a uma reunião da escola. Dona Rejane, a diretora, insistiu na necessidade de os pais comparecerem sempre às reuniões do colégio, mesmo sabendo que muitos deles não podiam ir.
A diretora ficou surpresa quando Romualdo explicou, na sua humildade, que ele quase não tinha chances de falar com o filho. Ele saía muito cedo para trabalhar e, à noite, quando voltava, o filho já estava dormindo. Assim mesmo, ia até a cama dele e dava-lhe um beijo. E para que seu filho soubesse da visita e do beijo, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. De manhã, ao acordar, o filho ficava sabendo carinho do pai.
Dona Rejane se deu conta de que o filho de Romualdo era um dos melhores alunos da escola e sempre dissera ser muito amado pelos pais.
O tempo é muito importante na educação, e a ausência dos pais é muito sentida pelos filhos. Às vezes eles têm a impressão de serem órfãos de pais vivos. Mas o tempo não é tudo. Há pais e mães que têm muito tempo para ficar em casa com os seus filhos, sem que isso em nada resulte de positivo. Quando a novela, o futebol ou mesmo o trabalho ocupam todo o tempo, de nada adianta a presença física.
Existe o tempo “quantidade” e o tempo “qualidade”. Romualdo tinha pouco quantidade de tempo, mas ele o qualificava. Mesmo assim, os pais precisam avaliar como gastam seu tempo.
A sobrevivência econômica é um dado impossível de ignorar. No entanto, uma avaliação correta mostrara que outras coisas também são importantes. Mais tarde, se os pais, angustiados, se perguntarem: onde foi que erramos? O que fizemos? Talvez a resposta passe por este ponto: o que foi mesmo que deixamos de fazer?
(Texto extraído do livro: “Abrindo Caminhos”)
“Ensinem seus filhos no caminho em que devem andar, e, ainda quando forem velhos, não se desviarão dele.” (Pv 22.6)
Pastor: André Klein

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

AMAR

A pequena Deisi participava de uma atividade em que as crianças deveriam escrever uma carta para Deus. O recado dela, então, foi o seguinte: “Querido Deus, eu aposto que é muito difícil pra você amar todas as pessoas do mundo. Há apenas quatro pessoas na minha família e eu já acho tão difícil amá-las!” (“Cartas de crianças para Deus – nova coleção” Paul Larsen).
Ela está certa. É difícil. E o autor bíblico de Hebreus, no capítulo 13, versículo 1º (NTLH) ainda nos pede: “Continuem a amar uns aos outros como irmãos em Cristo”. Será que ele tem noção do que está pedindo?
Ele tem. Não porque ache fácil ou desconsidere a nossa realidade de isolamento, ênfase no individualismo, busca dos próprios interesses e uso do outro para fins próprios. Isto não é nada novo. É tão antigo quanto a convivência. Talvez agora esteja apenas elevado a uma potência muito maior.
A noção presente em seu conselho, assim, é de quem sabe que o amor ao próximo como irmão, já ensinado anteriormente pelas leis do Antigo Testamento e enfatizado por Cristo, é o único meio eficaz para unir duas pontas. É como a correia que pode fazer duas rodas andarem juntas. É como o cabo que pode unir dois computadores.
E por ser tão difícil, como a pequena Deisi mostrou em seu texto, é que a lembrança contínua é fundamental. A fé em Jesus nos torna irmãos, e este pertencer à mesma família é um elo de amor. Um jogador não entrega o título ao adversário quando descobre que é forte. Luta sempre, para vencer. Nosso inimigo semeador do ódio e da indiferença é forte. Mas muito mais poderoso é o nosso Deus que nos mostra como amar e agir em direção ao outro.
Amar não é fácil. Mas é proveitoso. Não dá para acertar sempre, mas dá para sempre lutar. Jesus nos amou de tal maneira que morreu na cruz em nosso lugar. E ele ressuscitou para nos garantir a vida eterna. Envolvidos por este grande amor, somos capacitados a verdadeiramente amar.

Oração: Querido Deus, deve ser difícil para ti me amar, mesmo com meus defeitos. Perdoa-me e ajuda-me a crer em teu amor e a reparti-lo com meu irmão. Amém

Pastor: André Klein

domingo, 27 de julho de 2008

Mensagem Semanal

TUDO O QUE DEUS FAZ É BOM !

Como você está? Como está a tua vida?
Neste mundo passamos por momentos bons e também por momentos ruins... Mas em todos estes momentos podemos ter a certeza da presença de Deus. Para lhes mostrar isso conto lhes a seguinte história:
Há muito tempo, num Reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus, nem que Deus se preocupasse com a vida dos seres humanos. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:
- Meu Rei, não desanime, porque tudo o que Deus faz é bom!
Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e um animal selvagem atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porem não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita. O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.
O servo respondeu:
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que tudo que Deus faz é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!
O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais suja da prisão.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo e alegria, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe
-- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Contou lhe então a historia de que escapara da morte justamente porque não tinha um dos dedos.
Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida, disse o Rei:
-Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu?
O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!
Portanto, lembre-se sempre:
TUDO O QUE DEUS FAZ É BOM !
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28)
Pastor: André Klein

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Mensagem Semanal

A BORBOLETA

Problemas, momentos difíceis... Talvez você esteja passando, ou tenha passado por algo semelhante nestes últimos dias...
Por isso, convido-lhes a meditar comigo na história: “A borboleta”.
Um dia, uma pequena abertura apareceu no casulo, e certo homem sentou-se próximo a ele e observou a borboleta por várias horas se esforçando para se libertar daquele casulo.
Então ela parou de se esforçar por alguns instantes. Parecia que avançara o máximo que podia. O homem decidiu ajudar a borboleta: pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.
A borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho, era pequena e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem para serem capazes de suportar seu corpo.
Mas nada aconteceu a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com o corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário para passar através da pequena abertura eram o modo que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas tornando-as prontas para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes, o esforço e o sacrifício são justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, Ele nos deixaria aleijados. Nós não seriamos tão fortes como poderíamos ter sido.
● Eu pedi força... E Deus me deu dificuldades para me fazer forte.
● Eu pedi sabedoria... E Deus me deu problemas para resolver.
● Eu pedi prosperidade... E Deus me deu cérebro e músculos para trabalhar.
● Eu pedi coragem... E Deus me deu perigo para superar.
● Eu não recebi nada que pedi... Mas recebi tudo o que precisava.
Pense nisto e agradeça a Deus por tudo que ele tem feito por você...
Pastor: André Klein

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Mensagem Semanal

O Barbeiro

Muito se fala sobre a existência ou não de Deus.
Talvez você seja uma pessoa que duvide da existência de Deus, ou que ainda não encontrou uma forte razão para crer nele.
Por isso, neste primeira mensagem, que a partir de hoje estará com vocês semanalmente, conto-lhes a história de um homem foi ao seu barbeiro.
E enquanto tinha seus cabelos cortados conversava com ele. Falava da vida e de Deus. Dai a pouco, o barbeiro incrédulo não agüentou e falou:
- Deixa disso, meu caro amigo, Deus não existe!
- Por quê você diz isto? Perguntou o homem.
E o barbeiro respondeu:
- Ora, se Deus existisse não haveria tantos miseráveis passando fome! Olhe em volta e veja quanta tristeza. É só andar pelas ruas e ver!
- Bem, esta é a sua maneira de pensar, não é? Disse o homem.
- Sim, claro! Replicou o barbeiro.
O freguês pagou o corte e foi saindo, quando avistou um maltrapilho imundo, com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pescoço.
Não agüentou, deu meia volta e interpelou o barbeiro:
- Sabe de uma coisa? – Eu não acredito que existam barbeiros!
- Como assim? Disse o barbeiro...
- Sim, se existissem barbeiros, não haveriam pessoas de cabelos e barbas compridas! Disse o homem...
O barbeiro respondeu:
- Ora, eles estão assim porque querem. Se desejassem mudar, viriam até mim e eu prontamente os atenderia.
- Pois bem!!! Respondeu o homem. Assim também é com Deus... Ele existe e está esperando para mudar a nossa vida...
Pastor: André Klein