sábado, 30 de agosto de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

Cercas ou pontes
Eram dois irmãos; irmãos para os bons e os maus momentos. Brincaram juntos na infância, freqüentaram a mesma escola, a mesma igreja e as mesmas festas. Namoraram e casaram com duas irmãs e se instalaram em fazendas vizinhas. Vieram os filhos e as duas famílias eram uma só família, as duas fazendas uma só fazenda. A harmonia era perfeita e as duas fazendas prosperaram. Símbolo da fartura e da bênção de Deus, um riacho unia as duas propriedades.
Um dia ocorreu uma desavença entre eles. Coisa insignificante. Mas não houve conserto e a amizade de tantos anos desapareceu, e com ela perdeu-se a alegria. Nada mais fazia sentido, senão o ódio recíproco entre os irmãos.
Passaram-se alguns anos e numa manhã, um carpinteiro bateu à porta do irmão mais velho com uma caixa de ferramentas na mão. Estava à procura de trabalho. O fazendeiro disse que tinha trabalho para muitos dias: “-Vê aquela fazenda além do riacho? É do meu vizinho. Ou melhor dizendo, do meu irmão mais novo. Brigamos e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de lenha e rolos de arame no celeiro? Quero que construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que não mais precise vê-lo”.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho deu instruções precisas ao carpinteiro sobre a direção e altura da cerca e partiu. Regressando à noitinha, lá estava o carpinteiro, em frente da casa. Havia terminado o trabalho. Vendo a obra do carpinteiro o fazendeiro encheu-se de raiva: “- Você é muito insolente! Mandei construir uma cerca e você edificou uma ponte...”
Estava ainda esbravejando contra o carpinteiro quando viu o irmão mais novo, sorridente, com os braços abertos atravessando a ponte e clamando: “-Mano, esperei tanto tempo por este dia…” E após um instante de constrangimento, os irmãos se abraçaram e as lágrimas que correram de seus olhos reduziram a pó o ressentimento de tantos anos. Depois vieram as esposas e os filhos. Emocionado, o irmão mais velho pediu ao carpinteiro, que estava partindo: “- Espere, fique conosco, fique para a festa da reconciliação”. Mas o carpinteiro esclareceu: “- Adoraria ficar, mas tenho muitas outras pontes para construir…”
Nosso mundo tem cercas demais e pontes de menos. Rupturas, desentendimentos, incompreensões… Ofensas tendem a se perpetuar entre irmãos, casais, amigos, comunidades, nações… E com o passar dos anos, a separação aumenta e novas cercas são construídas. E muitas vezes essas rupturas se tornam definitivas.
Não importa quem é o culpado, quem começou a desavença. É preciso que alguém tome a iniciativa de construir uma ponte. Quem? Seja você esta pessoa...
Oração: “Pai, perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6.12)
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22.39)
(Mensagem extraída do livro “Abrindo Caminhos” e adaptada pelo Pastor André Klein)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

A coragem vem de Deus

“Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”. Assim Jesus nos ensinou a orar na oração do Pai-Nosso. Esse modelo de oração também serve para nós, especialmente naqueles momentos em que queremos que a vontade de Deus seja igual à nossa vontade de ter “isso ou aquilo”.
O apóstolo João, acostumado a sofrimentos e perseguições, teve que mostrar sua coragem em muitos momentos, especialmente ao dar testemunho do seu Salvador. De onde ele tirava forças para enfrentar momentos difíceis? Qual era a origem da sua coragem? Ele responde isso na sua Primeira Carta, no capítulo 5, versículo 14: “Quando estamos na presença de Deus, temos coragem por causa do seguinte: se pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, temos a certeza de que ele nos ouve”.
Ser ouvido é uma grande necessidade do ser humano e isso é muito mais que ter alguém disponível para ouvir nossos discursos. Ouvir verdadeiramente é prestar atenção naquilo que está sendo dito, concordando ou não. Com Deus nós podemos ter a certeza de que somos ouvidos. O Criador está sempre à nossa disposição para nos ouvir.
Isso não quer dizer que Deus concorda com tudo o que pedimos. Jesus, quando nos ensinou a orar, enfatizou: “seja feita a tua vontade”. Ele mesmo, ao orar no jardim do Getsêmani, horas antes de sua morte em meio a uma profunda angústia, se colocou debaixo da vontade de Deus.
Às vezes, a nossa vontade pode nos prejudicar. Uma criança quer brincar com uma tomada, com uma faca afiada, com uma tesoura pontuda. Essa é a sua vontade. Nós, como adultos, sabemos o que é mais seguro e adequado. Essa sabedoria é o que dá a coragem que descreve João de pedirmos a Deus o que realmente necessitamos. Ele, Deus, sabe o que faz.
Ele, que mandou seu próprio Filho para morrer por nós e nos salvar, jamais nos abandona. Com fé em Jesus podemos ter a certeza da nossa vida eterna e a coragem para enfrentar todos os problemas deste mundo. Sempre com a convicção de que nós somos “abençoados com a presença de Deus”.
“Mas você, quando orar, vá ateu quarto, feche a porta e ore a teu Pai, que não pode ser visto. E o teu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.” (Mt 6.6)

Pastor: André Klein

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

O que é que Jesus precisa fazer para você crer nele?

O que é que Jesus precisa fazer para você crer nele? Se Jesus curasse você do câncer, você creria? E se Jesus lhe desse um emprego? E se você ganhasse na loteria? O que será que Deus quer que você faça para que você consiga o que deseja?
Muitas perguntas, não é? Muitas vezes somos tentados a exigir de Jesus muitas provas para que possamos confiar nele. Nada mais natural num mundo que cada vez mais procura “provas” para acreditar em algo.
No Evangelho de João, capítulo 6, uma multidão, que pouco tempo antes havia sido alimentada milagrosamente por Jesus, faz perguntas e quer provas. Jesus responde, no versículo 29: “Ele, Deus, quer que vocês creiam naquele que ele enviou.”
Mas esta resposta não parecia suficiente. O povo queria mais provas de que Jesus era o Filho de Deus, de que poderiam confiar nele.
De quantas provas você precisa? Quantas perguntas você tem a fazer? Será que elas não são uma simples fuga de Jesus? Será que não é porque é difícil aceitar que Deus oferece perdão e vida de graça? Será que o nosso orgulho, nossa vontade de fazer algo, nosso desejo de sermos merecedores da salvação, não nos impede de simplesmente crer?
Jesus põe um fim em nossas fugas. Ele simplesmente diz: Confiem em mim e vocês vão ter o pão da vida (Jo 6.35). Creiam em mim e vocês terão a vida eterna (Jo 11.26). E para isso Jesus fez o maior milagre: Ele deu sua vida para que nós tenhamos o perdão e a paz com Deus e ressuscitou para que nós tenhamos a certeza da nossa ressurreição. Sem trocas e sem méritos nossos. A morte e ressurreição de Jesus são a maior prova de que Deus nos ama.
Não precisamos nos esconder. Podemos parar de lutar com nosso orgulho e com nossas desconfianças. Deus quer que creiamos naquele que ele enviou para nos salvar.
O que é que Jesus precisa fazer para você crer nele?
“Todos os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos” (Rm10.13)
Pastor: André Klein

domingo, 10 de agosto de 2008

Escola Biblica faz sua homenagem aos Pais





Confirmandos homenageiam os Pais


Homenagem do grupo de servas ao "Dia dos Pais"




Coral Da Paz canta: "Cristo para todos"

Coral Da Paz canta: "Cristo para todos" no dia 10 de agosto de 2008 Dia dos Pais. O culto contou com 87 pessoas. video

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

O BEIJO DO PAI

Era a primeira vez que o pedreiro Romualdo comparecia a uma reunião da escola. Dona Rejane, a diretora, insistiu na necessidade de os pais comparecerem sempre às reuniões do colégio, mesmo sabendo que muitos deles não podiam ir.
A diretora ficou surpresa quando Romualdo explicou, na sua humildade, que ele quase não tinha chances de falar com o filho. Ele saía muito cedo para trabalhar e, à noite, quando voltava, o filho já estava dormindo. Assim mesmo, ia até a cama dele e dava-lhe um beijo. E para que seu filho soubesse da visita e do beijo, dava um nó na ponta do lençol que o cobria. De manhã, ao acordar, o filho ficava sabendo carinho do pai.
Dona Rejane se deu conta de que o filho de Romualdo era um dos melhores alunos da escola e sempre dissera ser muito amado pelos pais.
O tempo é muito importante na educação, e a ausência dos pais é muito sentida pelos filhos. Às vezes eles têm a impressão de serem órfãos de pais vivos. Mas o tempo não é tudo. Há pais e mães que têm muito tempo para ficar em casa com os seus filhos, sem que isso em nada resulte de positivo. Quando a novela, o futebol ou mesmo o trabalho ocupam todo o tempo, de nada adianta a presença física.
Existe o tempo “quantidade” e o tempo “qualidade”. Romualdo tinha pouco quantidade de tempo, mas ele o qualificava. Mesmo assim, os pais precisam avaliar como gastam seu tempo.
A sobrevivência econômica é um dado impossível de ignorar. No entanto, uma avaliação correta mostrara que outras coisas também são importantes. Mais tarde, se os pais, angustiados, se perguntarem: onde foi que erramos? O que fizemos? Talvez a resposta passe por este ponto: o que foi mesmo que deixamos de fazer?
(Texto extraído do livro: “Abrindo Caminhos”)
“Ensinem seus filhos no caminho em que devem andar, e, ainda quando forem velhos, não se desviarão dele.” (Pv 22.6)
Pastor: André Klein

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Mensagem Semanal

AMAR

A pequena Deisi participava de uma atividade em que as crianças deveriam escrever uma carta para Deus. O recado dela, então, foi o seguinte: “Querido Deus, eu aposto que é muito difícil pra você amar todas as pessoas do mundo. Há apenas quatro pessoas na minha família e eu já acho tão difícil amá-las!” (“Cartas de crianças para Deus – nova coleção” Paul Larsen).
Ela está certa. É difícil. E o autor bíblico de Hebreus, no capítulo 13, versículo 1º (NTLH) ainda nos pede: “Continuem a amar uns aos outros como irmãos em Cristo”. Será que ele tem noção do que está pedindo?
Ele tem. Não porque ache fácil ou desconsidere a nossa realidade de isolamento, ênfase no individualismo, busca dos próprios interesses e uso do outro para fins próprios. Isto não é nada novo. É tão antigo quanto a convivência. Talvez agora esteja apenas elevado a uma potência muito maior.
A noção presente em seu conselho, assim, é de quem sabe que o amor ao próximo como irmão, já ensinado anteriormente pelas leis do Antigo Testamento e enfatizado por Cristo, é o único meio eficaz para unir duas pontas. É como a correia que pode fazer duas rodas andarem juntas. É como o cabo que pode unir dois computadores.
E por ser tão difícil, como a pequena Deisi mostrou em seu texto, é que a lembrança contínua é fundamental. A fé em Jesus nos torna irmãos, e este pertencer à mesma família é um elo de amor. Um jogador não entrega o título ao adversário quando descobre que é forte. Luta sempre, para vencer. Nosso inimigo semeador do ódio e da indiferença é forte. Mas muito mais poderoso é o nosso Deus que nos mostra como amar e agir em direção ao outro.
Amar não é fácil. Mas é proveitoso. Não dá para acertar sempre, mas dá para sempre lutar. Jesus nos amou de tal maneira que morreu na cruz em nosso lugar. E ele ressuscitou para nos garantir a vida eterna. Envolvidos por este grande amor, somos capacitados a verdadeiramente amar.

Oração: Querido Deus, deve ser difícil para ti me amar, mesmo com meus defeitos. Perdoa-me e ajuda-me a crer em teu amor e a reparti-lo com meu irmão. Amém

Pastor: André Klein